Cursos Profissionais vs. Cursos Ensino Superior

Ensino Superior vs. Curso Profissional: 3 números que te vão ajudar na tua carreira

Não somos assim tão diferentes. “Mas o que é que isso quer dizer?”, pensas. Há fases na vida que estamos mais próximos do que pensas. Pois é, quem é que nunca perguntou a si mesmo: ensino superior ou curso profissional, qual é o melhor caminho para mim? Será que o meu curso profissional é suficiente ou devia seguir pelo ensino superior? Na minha área o ensino superior é mais valorizado que o curso profissional? Será que os profissionais formados no ensino superior têm mais facilidade em entrar no mercado de trabalho?

Consegue ser uma boa dor de cabeça, às vezes! Há vários cenários e todos chegam a este momento. Estás a pensar continuar a estudar? Ou queres mudar de carreira? Queres desafiar-te e experimentar uma nova área, nós sabemos! Ou, afinal, queres encontrar o primeiro emprego e começar a trabalhar já? Que belo dilema…

As perguntas são infinitas, na verdade. Começas a pensar qual a opção que traz mais oportunidades ou que vai ajudar-te mais a curto prazo. Vantagens e desvantagens vão e vêm. Não te preocupes! Seja qual for a tua situação, vamos ajudar-te a responder às tuas perguntas (será que conseguimos todas?). Trazemos os números e informações mais recentes para te ajudar a tomar uma decisão.

Vamos lá?

Do início: o que são cursos profissionais?

Os cursos profissionais são pensados para desenvolver conhecimentos mais técnicos. Estão muito ligados ao mercado de trabalho. O objetivo principal é desenvolver competências que as empresas precisam! E melhor, quando acabares o curso podes seguir os estudos no ensino superior e obter um nível de qualificação superior.

Mas qual é o nível de qualificações de um curso profissional? Na verdade, há vários! Para este artigo trazemos os níveis 3, 4 e 5 definidos pelo Quadro Nacional de Qualificações:

  • Nível 3 – Os alunos obtêm equivalência escolar entre o 9º e o 12º ano, com a possibilidade de, no 12º ano, poderem seguir os estudos de ensino superior. Por exemplo, os cursos EFA (Cursos de Educação e Formação de Adultos) e os Cursos de Educação e Formação (CEF);

  • Nível 4 – Cursos com dupla certificação. Ou seja, são os cursos profissionais que permitem concluir o ensino secundário e adquirir competências de uma profissão especifica. Normalmente, estes cursos incluem um estágio profissional de pelo menos seis meses.

  • Nível 5 – Estes cursos atribuem o nível pós-secundário não superior, com possibilidade de seguir estudos de nível superior. Também conhecidos por Cursos CET ou Cursos Técnicos Superiores Profissionais (Cursos CTESPs). São uma boa alternativa para quem quer obter uma qualificação superior, sem frequentar uma universidade.


Gostavas de saber mais sobre estes níveis e outras possibilidades? Descobre aqui.

E ainda: o que é o ensino superior?

O ensino superior é o nível mais alto de qualificação. Vê se estes nomes te dizem alguma coisa: universidades, faculdades, institutos politécnicos, escolas superiores ou outras instituições. Percebeste a diferença? Estas instituições oferecem graus académicos como: licenciaturas, mestrados e doutoramentos. Ou seja, os níveis 6, 7 e 8 de qualificação, segundo Quadro Nacional de Qualificações.

Não queremos estragar sonhos, mas há profissões em que precisas de um curso superior. Por exemplo, medicina, enfermagem e direito.

Porquê escolher uma opção e não outra? Vamos compará-las!

Escolher hoje ensino superior não significa que não podes tirar um curso profissional depois, e vice-versa. O que é importante é perceberes quais são os teus objetivos para agora e a longo-prazo. Mas, se pelo meio, o cenário mudar, não há problema!

Versões românticas à parte, há diferenças entre o ensino superior e os cursos profissionais. E é importante percebermos quais são. Nós estamos aqui! Só assim, podemos ver qual é o melhor caminho para ti.

Quem será o grande vencedor? Faz a tua aposta!

Popularidade

O ensino superior ganha a medalha do mais popular! Sim, é o mais comum entre os jovens portugueses. De acordo com os estudos mais recentes da OECD, em 2020, 47% dos jovens, entre os 25 e os 34 anos, afirmaram ter o ensino superior completo. Destes:

  • 57% têm licenciaturas;
  • 33% escolheram seguir para mestrado.


Os números não mentem.
No ano de 2021/2022, cerca de 433 mil pessoas inscreveram-se nas universidades e nos institutos politécnicos. Se já é um número por si impressionante, como vais reagir se te dissermos que aumentou em relação ao ano letivo anterior?

Tu queres números e nós damos-te:

  • Número de alunos no ensino superior público: 351 195
  • Número de alunos no ensino superior privado: 82 022


Destes, cerca de 158 mil alunos escolheram prosseguir os estudos no politécnico.
Lembras-te quando dissemos que seguir um curso profissional não elimina a hipótese de um dia estudares no ensino superior? Vê o que aconteceu depois destes alunos terminarem o curso profissional:

  • 22% frequentaram uma licenciatura numa universidade;
  • 23% frequentaram uma licenciatura num instituto politécnico;
  • 48% preferiram inscrever-se num curso Técnico Superior Profissional (CTeSP).


Sobre os cursos EFA (Educação e Formação de Adultos), os dados DGEEC mostram que se matricularam mais de 17 mil alunos. Já nos cursos de aprendizagem, matricularam-se mais de 18 mil alunos. Em relação aos cursos CTeSP (nível 5º), a procura subiu 21% face a 2018, com o total de inscritos a ultrapassar os 15 mil alunos em 2019/2020. No ano letivo seguinte inscreveram-se 17 mil estudantes. E tudo indica que vai continuar a aumentar!

Taxa de emprego

Este é um fator que não pode falhar para tomares uma decisão. Voltamos a 2019. Neste ano, a OCDE mostrou que 88% dos jovens (entre os 25 e os 34 anos) com curso profissional ou curso técnico superior profissional estavam empregadas. No mesmo ano, 86% dos licenciados, com a mesma idade, tinham emprego. Uma diferença pequena, mas que é importante ter em conta.

Como? A resposta está na ligação que os cursos profissionais têm no seu plano curricular com o mercado de trabalho.

O estudo conta-nos ainda que:

  • 54% dos alunos encontram trabalho até seis a nove meses depois de concluírem o curso profissional;
  • Um em cada cinco alunos obtém emprego na empresa onde estagiou.


Em 2021, a Fundação José Neves também mostrou que os cursos profissionais garantiram emprego a mais de metade dos alunos! Nesse ano os formados conseguiram emprego no máximo até 14 meses depois de concluírem um curso profissional.

Pois é, mas será que o final feliz se mantém para os cursos profissionais? Em 2021, a OCDE apresentou uma versão ainda mais recente do relatório que falamos em primeiro. Qual foi a conclusão? Ter um diploma no ensino superior é uma mais-valia para arranjar emprego em Portugal. Vamos comparar as taxas de empregabilidade:

  • 83% com ensino superior;
  • 71,3% com cursos profissionais.


Continuamos a falar dos jovens entre os 25 e 34 anos. A taxa de emprego foi mais alta entre os que tinham completado pelo menos um nível no ensino superior. Podemos dizer que há um vencedor neste ponto? Por pouco! Aqui entre nós, não eliminávamos já a hipótese dos cursos profissionais. Afinal, têm uma taxa de emprego interessante e os números dizem-nos que vai continuar a crescer.

Remuneração salarial

E em relação ao salário? Chegamos ao tema que todos querem saber.

As recentes edições do estudo “Education at a Glance” da OCDE (2020 e 2021) dão mais uma vez o prémio ao ensino superior! Primeiro, pelos valores dos salários. Segundo, por tornar a hora de encontrar um emprego mais fácil.

Em 2020, os trabalhadores, entre os 25 e os 64 anos, com licenciatura, ganhavam o dobro (comparando com os que fizeram apenas o secundário). E quanto mais subimos no nível, melhor! Os Doutorados ganham mais 950€ por mês que os licenciados e três vezes mais que um trabalhador com apenas o ensino secundário.

Agora uma notícia para equilibrar a balança! Para os profissionais que concluíram um CTeSP (nível 5 de qualificação), o salário médio tem vindo aumentar. Por exemplo, em 2020 recebiam cerca de 1150 euros por mês.

Pois é, a formação superior pode até garantir salários mais elevados, mas a diferença está a diminuir. O que não para de crescer são as tuas dúvidas, não é? Continua, estamos quase a revelar o veredito final.

Conclusão: quais são as vantagens dos cursos profissionais e do ensino superior?

As vantagens do ensino superior são óbvias! Ainda assim, vamos a elas:

  • Transição para o mercado de trabalho com sucesso
  • Taxa de empregabilidade alta
  • Melhores salários
  • É a melhor porta de entrada para algumas áreas profissionais
  • Ensino mais teórico – o que pode ser uma vantagem para uns, desvantagem para outros


Pois é, é exatamente neste último ponto que os cursos profissionais não ficam para trás:

  • As empresas estão a valorizar cada vez mais as competências técnicas
  • A oferta de trabalhadores com este tipo de ensino é cada vez menor
  • Consegues unir o que mais gostas e sabes fazer ao que o mercado de trabalho procura
  • Taxa de empregabilidade a aumentar
  • Cursos mais curtos e acessíveis
  • Estágio garantido


Não queremos desiludir-te, mas não há um vencedor. Sabemos que o ensino superior é o mais valorizado e aquele que proporciona melhores espectativas em relação à entrada no mercado de trabalho. Mas é, também, onde há maior competição.

Nada te impede de seguir um caminho e depois o outro. Pensa connosco!

Os cursos profissionais abrem portas para o mercado de trabalho. Pode não ser ainda na posição ou com o salário que procuras, mas estás dentro deste mundo. Se a tua prioridade for trabalhar, os cursos profissionais são a resposta. Se depois quiseres começar ou voltar ao ensino superior, a opção é tua!

O contrário também acontece. Ainda não sabes exatamente em que área trabalhar ou que tipo de tarefas és melhor. Então, escolhes uma licenciatura. Vai ajudar-te a abrir horizontes. Mas se, entretanto, quiseres especializar-te numa área para ganhares competências mais técnicas, porque não um curso profissional?

Começar pelo ensino superior ou por um curso profissional vai depender de:

  1. Qual é o teu ponto de partida? Sabes exatamente que área ou que tipo de função queres ter? Ou precisas de alguma orientação e de experimentar primeiro?
  2. Qual é a tua prioridade? Queres trabalhar e acreditas que o trabalho vai ajudar-te a ganhar experiência e perceberes o que queres no futuro. Gostavas de aprender mais ou testar outras áreas? Vais mudar de carreira e precisas de uma opção mais abrangente?
  3. Qual é a área que queres seguir?


Depois disto, se o teu foco mudar, não há problema! Está do teu lado tomares agora uma decisão consciente. E informação não te falta. Se o curso profissional for opção, descobre as ofertas que temos e as áreas disponíveis.

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